mobile minded
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BENVINDO À CULTURA VISUAL MOBILE
por Mieke Gerritzen & Geert Lovink
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Bem-vindo ao mundo mobile de citações, ensaios, estatísticas e factóides, todos refletindo o estado tão novo da arte no pensamento wireless. Essa publicação questiona o que significa tornar-se celular, pensar wearable e viver mobile. Livres de cabos e objetos pesados, a nova condição humana de sempre estar disponível é notavelmente leve e inpensada.Telefones celulares parecem caber quase que inconscientemente em nossas vidas tão corridas atualmente.O envolvimento de artistas e designers no desenvolvimento de interfaces e conteúdo para celular ainda está começando.A razão principal para tal pode ser a natureza proprietária dos equipamentos e seus softwares. Mas ainda não se sabe que cultura visual o ambiente celular poderá trazer.
Os colaboradores do Mobile Minded ( Mente/Cabeça Mobile/ Móvel) são pioneiros de um novo discurso crítico. Ainda não há teoria de telefone celular. Enquanto você lê e navega, o vocabulário está no fazer. A questão que se levanta diz respeito ao encantamento e estímulo.
Agora que a globalização nos trouxe inflação visual mundial, estamos fechando nossos olhos e abringo outros sentidos e explorando novas partes de nosso corpo. A pergunta então é: receberemos imagens semelhantes em nossos celulares, mas desta vez embutidas em nossos corpos?
A situação atual relativa � s tecnologias wireless parace ser ambivalente. Enquanto o uso do celular no mundo todo parece ser inevitável e continua crescer em velocidade sem precedência, o envolvimento dos artistas parece caminhar bem mais lentamente. Parece difícil ir além do nível do usuário comum. Entretanto, nos últimos anos temos visto um aumento gradual de projetos de arte que usam o “espaço celular” como ambiente de comunicação.
Até o momento a relação problemática entre o ambiente de internet mais ou menos livre e a informação altamente editada via aparelhos móveis é um tópico certamente controverso que não vai ser resolvido da noite para o dia. A tecnologia mobile libertou objetos de sua escravidão. Os objetos não estão mais resumidos a uma determinada localidade. Ao invés de estarem atrás quando estamos percorrendo um caminho, os tecno-obetos nos acompanham de forma quase inconsciente. Ao mesmo tempo que são utilizados perto de casa e no local de trabalho, os telefones celulares são também parte dos sistemas de informação global. Levamos PDAs e celulares de nossa escolha próximos ao nosso corpo como se fossem amigos íntimos. Frequentemente pessoas não chegam assim tão perto, comparadas � invasão das tecnologias wearables. Estão se tornando praticamente “extensões do homem”, como Marshall McLuhan uma vez descreveu mídia. Como fetiches cibernéticos para as massas, os eletrônicos minúsculos nos navegam diariamente por nossa vidas agitadas, nos auxiliam a encontrar a informação ecológica correta (atender a ligação de quem, quem bloquear, qual sms responder). Eles nos ajudam a combater a chatice. Celulares � mão e navegadores portáteis refletem a condição global de rebanhos eletrônicos de sujeitos hiper singulares como “projetos” (Vilem Flusser). Sempre em movimento, sempre acessíveis, 24/7, em todos os lugares possíveis que você conseguir imaginar. O outro lado da mobilidade-tecno é a dimensão libertária de Tornar-se Mobile/ Móvel. Funcionar de maneira “mobile minded” ( mente/cabeça mobile/móvel) nos dá a possibilidade de nos movermos livremente questionar a autoridade e o comportamento pré-determinado. Liberdade de movimento é um direito humano essencial e com ele vem a possibilidade de deixar para trás formatos conservadores que tentam nos ligar a um lugar e uma posição, uma ideologia, impedindo assim as pessoas de construírem seu próprio pensamento. Liberdade significa liberdade de, e neste contexto isso quer dizer a liberdade de definir seus próprios padrões de tecnologia, além da expressão “escolha do consumidor”. Liberdade tecnológica é uma negativa. No ato de repelir a interferência das corporações globais de telecomunicação e sua vontade de serem executores do governo, usuários mobile-minded estão formando seus próprios conceitos de estética digital. |

